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NOJO DE BEIJAR MULHERES


Apesar de trazer informações que "limpariam a barra" de Eller, o livro não é hagiografia, biografia de santo. Sexo, drogas e rock'n'roll marcam todos os compassos do livro. A vida sexual de Eller também aparece com tintas fortes.

Os autores do livro sustentam que ela foi bissexual, não a homossexual caricata que ficou no imaginário de muitos que viam a cantora "coçar o saco" e cuspir no chão, hábitos que ela já havia desenvolvido no comecinho da carreira, em botecos de Brasília. "Ela gostava de se relacionar com homens. Teve muitos casos heterossexuais. Só não gostava de namorá-los. Achava os homens muito complicados", revela Belo.

Uma das relações masculinas mais duradouras pode ter sido o affaire com o já falecido músico Tavinho Fialho, pai "biológico" do filho de Cássia, Chicão, único personagem importante da vida da artista que os autores do livro optaram por nem tentar entrevistar, justamente para preservá-lo.

Embora tivesse sido uma garotinha que ainda bebê arrancava todos os lacinhos que lhe impunham e que preferia o futebol, o carrinho de rolimã e as bolinhas de gude às bonecas, ela não é descrita como uma "mulher macha". Cássia revelou em rara entrevista sobre sua vida pessoal, concedida à extinta revista Bundas, que no início de sua experiência gay tinha nojo de beijar mulheres.

Encarando seis vaqueiros
Já os lábios masculinos nunca foram problema para ela. E o livro traz histórias curiosas, como a da vez que foi pega beijando seis vaqueiros sem camisa depois de um show em Goiânia, ou do beijo "técnico" com o iniciante ator Eduardo Moscovis durante a gravação de um clipe. Também aparecem cenas de ménage à trois, com duas mulheres ou com um homem e uma mulher, e do triângulo amoroso de meio ano com "Banana" e "Gininha", como Cássia chamava Eugênia, com quem foi casada por 14 anos [Eugênia tem a guarda de Chicão].

Projetos paralelos
Dos casos extraconjugais, o mais famoso foi com a percussionista Lanlan. Foi ela quem levou a roqueira para a clínica onde viria a morrer. A instrumentista, que se recusa sistematicamente a falar sobre esses últimos momentos da artista, não falou com os autores do livro e se negou também a conversar com a reportagem de Trip. Nos seus últimos meses, Cássia vinha apresentando Lanlan como "minha namorada". Essas "escapadas" aparentemente não colocavam em risco a relação da roqueira com Eugênia, que ela sempre punha em outro patamar. "Com 'Gininha' é diferente, com ela é para sempre", dizia.

O livro não fala em "escapada" ou "romance" com um personagem fundamental do final da carreira da nossa personagem, mas descreve com tinturas amorosas a relação dela com Nando Reis. O ex-Titã diz o seguinte: "Era uma paixão [silêncio]... sim... [silêncio]... eu fui apaixonado por ela como ela por mim, mas isso não tinha... a gente nunca namorou. Eu era casado, ela também. Era uma paixão de um modo mais idílico".

(*Conteúdo recebido por e-mail em 08/08/2005 - Enviado por internauta)


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