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HOMOSSEXUAL É AGREDIDO POR SKINHEADS EM CURITIBA
“Enquanto
fugia, os Skinheads gritavam: Gay tem que morrer, e
Vamos exterminar os homossexuais, atirando pedras em
mim. Eu espero que a justiça seja feita, e que
prendam os culpados” W.C.M.C , 19 anos.
Um
jovem de 19 anos foi atacado por grupo de Skinheads
às sete horas da manhã do dia 18 de setembro,
domingo retrasado, quando saia de uma panificadora na
Rua Visconde de Nácar.
Estudante
do terceiro ano do ensino médio, o homossexual
W.C.M.C, que prefere não se identificar, conta
que saia da panificadora onde havia tomado seu café
da manhã, quando 5 rapazes, todos vestidos de
preto, e aparentando entre 20 a 27 anos o abordaram
com uma rasteira, tentando sem sucesso, derrubá-lo.
Logo em seguida, um dos agressores deferiu um golpe
de tesoura no abdômen da vítima, que conseguiu
fugir para o módulo da Policia Militar da Praça
Osório, onde foram prestados os primeiros socorros,
sendo levado imediatamente ao Pronto-Socorro do Hospital
Evangélico, onde foi operado.
O
jovem levou quatro pontos no abdômen, e 20 no
tórax, ficando internado durante quatro dias.
Ao procurar o 1º distrito, foi instruído
pelos policiais a não prestar queixa. Recorreu
então ao Grupo Dignidade, instituição
que ouvirá falar várias vezes nas matérias
apresentadas pela mídia, sobre as constantes
agressões a homossexuais ocorridas em Curitiba
nas últimas semanas. A advogada do grupo, Dra.
Silene Hirata, foi quem o auxiliou juridicamente, voltando
ao 1º distrito policial, e prestando queixa por
lesão corporal qualificada de natureza grave.
Amanhã, 27/08, o jovem será submetido
ao exame de corpo de delito, para saber se poderá
ser encaminhada, a queixa por tentativa de assassinato.
Segundo
a Dra. Silene, o caso é complicado: “Como
não houve flagrante, vai ser difícil detectar
os autores do crime e prendê-los”. Ainda
de acordo com ela, “Depois de prestada a queixa,
o inquérito será encaminhado para o Ministério
Público, e nós atuaremos como assistentes
de acusação”.
Já
o jovem agredido, que está muito assustado com
o fato disse que não pretende sair de casa tão
cedo. Lembra ainda dos momentos de tensão após
a agressão, quando corria em direção
ao módulo policial: “Enquanto fugia, os
Skinheads gritavam: Gay tem que morrer, e Vamos exterminar
os homossexuais, atirando pedras em mim, eu espero que
a justiça seja feita, e que prendam os culpados”,
disse o jovem.
O
Grupo Dignidade inicia nesta semana, uma campanha de
conscientização a favor da comunidade
GLTB (Gays, Lésbicas, Transgêneros, Bissexuais)
do Paraná. Serão distribuídos materiais
orientando os homossexuais sobre como se comportar em
situações de perigo, como procurar auxilio,
tanto jurídico como psicológico, entre
outras dicas nas casas noturnas, bares, e lugares públicos.
Uma manifestação já está
marcada para as 10 horas do sábado que vem, dia
01 de outubro em frente à Rua 24 Horas. Um dos
pontos de maior incidência de ataque de Skinheads
na cidade.
Por
email - Mateus Redivo - Assessoria de Imprensa –
Grupo Dignidade
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