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PARADA GAY 2006 - FLORIPA

Festas "aquecem" público GLS antes da 1a Parada da Diversidade de Florianópolis.

Mais uma festa que precede a 1ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de Florianópolis, que ocorre no dia 9 de julho, na Avenida Beira Mar Norte, e espera reunir 60 mil de participantes.

A festa aconteceu neste dia 20 janeiro (sexta), no Mix Café Club (Centro de Florianópolis).

A outra será durante o já tradicional evento “Pop Gay” que ocorre no carnaval na data de 27 de fevereiro.

A festa de abertura foi realizada sob a produção de Ivo Brandalise, o público que compareceu a festa contribuiu com a Parada da Diversidade, e curtiu uma noite em uma das boates mais tradicionais de Florianópolis.

Na porta recepcionando com glamur a Drag Káthia Karão, e no meio da noite Selma Light também brilhou com o Show Divine, animação em pista de dança foi garantida pelo o Dj’ André HQ.

A parada é organiza pela Prefeitura Municipal em parceria com o empresariado e militância local.

Parada da Cidadania: o quê é e para quê serve Além de garantir muita festa, as paradas do orgulho GLBT também é uma manifestação política por uma cidadania plena a todos. “É dessa forma alegre e divertida que nós, homossexuais, fazemos política, declaramos nosso orgulho e lutamos por dignidade e respeito. No mundo todo, as paradas são o principal momento de visibilidade para os homossexuais”, comenta o diretor do MGM, Marco Trajano.

Em 2005, foram realizadas 41 paradas gays pelas cincos regiões do Brasil com apoio do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde. Mesmo sem esse apoio, aconteceram também diversos outros eventos país a fora. A manifestação de Juiz de Fora foi a 39ª do ano. E com um diferencial que não existe em nenhuma outra parada brasileira - em meio aos gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e simpatizantes, estavam outros grupos sociais, que aderiram ao evento desde a primeira edição, em 2003.

Casais heteros defendem diversidade sexual A favor da diversidade e da felicidade para todos, o psicólogo Paulo Mendes Azevedo, 41, e sua mulher, a estudante de Direito Jussara Busti Catti, 31, sempre participam de festas que tenham por temática o “Orgulho GLBT”.

Dizem agir naturalmente, abraçados, ao lado de casais gays, os dois disseram que resolveram participar de festas depois de virão a movimentação das paradas GLBTs pelo Brasil.

"Apoio sem problema nenhum. Estamos participando da festa como qualquer outra. Sou a favor da diversidade e da felicidade para todo mundo", disse o psicólogo.

A estudante de Direito, que tem amigos gays, aprova eventos como este e acredita que esse é um meio de os homossexuais conseguirem alcançar seu objetivo: a liberdade e o fim do preconceito. "Eles são divertidos e festivos", disse.

Acompanhada do marido e do sobrinho, a dona-de-casa Roseana Martinez, 30, participou a algum tempo, pela primeira vez, de um evento gay. "Tinha curiosidade. Na teoria eu sei tudo, mas na prática...", disse.

Questionada se festas como essa são uma boa oportunidade para conversar com as crianças sobre diversidade sexual, Roseana, que ainda não tem filhos, disse que abordaria o assunto.

"Se perguntar, tem que falar a verdade e explicar. Não adianta tapar o sol com a peneira. Hoje está no mundo [a questão da homossexualidade]. Você tem que criar os filhos para o mundo e para isso não ser uma novidade", disse.
E a parada?
A parada não é uma festa só de gays, e sim uma festa da cidade. “As pessoas respeitam umas às outras e não querem saber de confusão”.

Por Carlos Matias / Agência GLBTS / http://www.agenciagls.com.br


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