Festas
"aquecem" público GLS antes da 1a Parada da
Diversidade de Florianópolis.
Mais uma festa que precede a 1ª Parada do
Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e
Transgêneros) de Florianópolis, que ocorre no
dia 9 de julho, na Avenida Beira Mar Norte, e
espera reunir 60 mil de participantes.
A festa aconteceu neste dia 20 janeiro (sexta),
no Mix Café Club (Centro de Florianópolis).
A outra será durante o já tradicional evento
“Pop Gay” que ocorre no carnaval na data de 27
de fevereiro.
A festa de abertura foi realizada sob a produção
de Ivo Brandalise, o público que compareceu a
festa contribuiu com a Parada da Diversidade, e
curtiu uma noite em uma das boates mais
tradicionais de Florianópolis.
Na porta recepcionando com glamur a Drag Káthia
Karão, e no meio da noite Selma Light também
brilhou com o Show Divine, animação em pista de
dança foi garantida pelo o Dj’ André HQ.
A parada é organiza pela Prefeitura Municipal em
parceria com o empresariado e militância local.
Parada da Cidadania: o quê é e para quê serve
Além de garantir muita festa, as paradas do
orgulho GLBT também é uma manifestação política
por uma cidadania plena a todos. “É dessa forma
alegre e divertida que nós, homossexuais,
fazemos política, declaramos nosso orgulho e
lutamos por dignidade e respeito. No mundo todo,
as paradas são o principal momento de
visibilidade para os homossexuais”, comenta o
diretor do MGM, Marco Trajano.
Em 2005, foram realizadas 41 paradas gays pelas
cincos regiões do Brasil com apoio do Programa
Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde.
Mesmo sem esse apoio, aconteceram também
diversos outros eventos país a fora. A
manifestação de Juiz de Fora foi a 39ª do ano. E
com um diferencial que não existe em nenhuma
outra parada brasileira - em meio aos gays,
lésbicas, bissexuais, transgêneros e
simpatizantes, estavam outros grupos sociais,
que aderiram ao evento desde a primeira edição,
em 2003.
Casais heteros defendem diversidade sexual A
favor da diversidade e da felicidade para todos,
o psicólogo Paulo Mendes Azevedo, 41, e sua
mulher, a estudante de Direito Jussara Busti
Catti, 31, sempre participam de festas que
tenham por temática o “Orgulho GLBT”.
Dizem agir naturalmente, abraçados, ao lado de
casais gays, os dois disseram que resolveram
participar de festas depois de virão a
movimentação das paradas GLBTs pelo Brasil.
"Apoio sem problema nenhum. Estamos participando
da festa como qualquer outra. Sou a favor da
diversidade e da felicidade para todo mundo",
disse o psicólogo.
A estudante de Direito, que tem amigos gays,
aprova eventos como este e acredita que esse é
um meio de os homossexuais conseguirem alcançar
seu objetivo: a liberdade e o fim do
preconceito. "Eles são divertidos e festivos",
disse.
Acompanhada do marido e do sobrinho, a
dona-de-casa Roseana Martinez, 30, participou a
algum tempo, pela primeira vez, de um evento
gay. "Tinha curiosidade. Na teoria eu sei tudo,
mas na prática...", disse.
Questionada se festas como essa são uma boa
oportunidade para conversar com as crianças
sobre diversidade sexual, Roseana, que ainda não
tem filhos, disse que abordaria o assunto.
"Se perguntar, tem que falar a verdade e
explicar. Não adianta tapar o sol com a peneira.
Hoje está no mundo [a questão da
homossexualidade]. Você tem que criar os filhos
para o mundo e para isso não ser uma novidade",
disse.
E a parada?
A parada não é uma festa só de gays, e sim uma
festa da cidade. “As pessoas respeitam umas às
outras e não querem saber de confusão”.