Brasil, país
da Parada Gay
Só em 2005, mais
de 70 festas do gênero se espalharam até por
conservadoras cidades do interior.
Era difícil imaginar tempos atrás que Juazeiro
do Norte, cidade beata do sertão cearense, terra
de romarias e de Padre Cícero, pudesse assistir
um dia a uma parada gay. Já organizou duas. O
número de participantes só aumenta. Com o apoio
das vizinhas Crato, Várzea Alegre, Iguatu, Icó,
Caririaçu e Brejo Santo, o evento de Juazeiro,
ainda alvo de forte preconceito da sociedade,
reuniu 8 mil pessoas na edição de 2005, segundo
os organizadores. As paradas, uma espécie de
faceta gay da globalização, são sucesso de
público nas principais capitais brasileiras,
ferramenta de mobilização em conservadoras
cidades do interior e ganham até “calendário
oficial” em comunidades e na mídia
especializadas.
Se a sua cidade ainda não organizou uma parada
gay, tenha certeza de que tudo é uma questão de
tempo. Em 2005, várias entraram pela primeira
vez na agenda nacional, como a fluminense Cabo
Frio, a paulista Santo André e a goiana Ceres. O
“calendário” foi fechado em dezembro por outra
debutante, a baiana Nazaré das Farinhas, que
teve como padrinho o pentacampeão mundial de
futebol Vampeta, filho ilustre e mecenas local.
Embora não existam números oficiais, o Brasil
teve mais de 70 paradas no ano passado, segundo
Renato Baldin, coordenador da versão paulistana
do evento.
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